Educação e Trabalho

Curitiba está de parabéns por suas escolas voltadas para pessoas com deficiência, vejo de perto um terminal, somente para ônibus de escolas, para crianças com deficiência.

Participei de fórum, onde a prefeitura de Curitiba, colocou quanto, como, e onde era destinado, as verbas para crianças com deficiências, e pessoas com deficiência. Vejamos, o estado do Paraná, e a prefeitura de Curitiba, investem milhões e milhares por ano, para ver pessoas e crianças com deficiência, formadas.

A grande pergunta é: Pra que formar pessoas com deficiência, com escolas especiais, cursos especiais em liceu, etc, etc, etc... Se as empresas só contratam deficientes pra cumprir a “cota”?

Nos cursos de formação que tenho (são 22 cursos), a maioria deles, quando voltado ao atendimento ao cliente, e recepção de recursos humanos, ou seja, na hora de atender o cliente, você deve ser humilde e tranqüilo, mesmo que sua casa esteja desabada. Quando for fazer entrevistas em RHs, seja humilde, mostre sua vontade de trabalhar e ser gentil.

Até agora isso é normal, mas, quando o gerente, chega pra você, ele quer produção, você tem que estar preparado parta agir sob pressão, mundo globalizado, “Time is Money!”, e todos esses jargões usados o tempo todo. Mas, quando você passa a gerencia, você descobre que tudo isso é um padrão criado pelo mercado, para que você seja do jeito que o marcado atual, copia, uns dos outros, as normas de etiqueta profissional. E que você não é mais uma ovelha, neste momento (como gerente), tens que ser um tigre, e literalmente, derrubar dois leões, um leopardo e um rinoceronte por dia.

Isso é o mercado normal, pra pessoas sem deficiência, porque no mercado voltado pra pessoas com deficiência, vemos empresas contratarem os deficientes, e jogarem eles numa sala, fechada, lá no almoxarifado,para que os outros não os vejam. Em 2010, participei da Reatiba – Fórum de reabilitação, inclusão e tecnologia para pessoas com deficiência – Nestes tipos de fóruns, profissionais e profissionais, explicam aos empresários e industriais, que a pessoa com deficiência, tem potencial e não precisam somente ficar trancafiado em um almoxarifado, elas podem ser líderes, gerentes, gestores, administradores, etc, etc, etc...

Meu currículo, com todos os empregos e todos os cursos, em fonte e tamanho de acordo com a ABNT, tem 3 metros! Isso mesmo senhores, é um currículo, onde, se não digo que sou deficiente, eles me contratam no mesmo dia. “Pode vir, que a vaga é sua!”

Mas, ao me verem nesta cadeira de rodas, a realidade muda, o preconceito ainda está enraizado em nossa sociedade, onde a pessoa com deficiência, e me perdoem o termo o “Aleijado”, é um coitadinho, sem potencial, e não conseguirá trabalhar, se conseguir, joga no almoxarife e pronto, ninguém irá vê-los.

Senhores empresários, somos funcionais dentro de nossas limitações, não somos limitados em nossa deficiência, porque sentado em um escritório, do lado de uma pessoa sem deficiência, minha diferença pra eles, é que trago minha cadeira de casa. De resto, trabalharemos com computadores, não há diferença entre nós, entendeu agora?

Somos funcionais, temos capacidade, se não querem que o INSS, sustente um bando de pessoas com deficiência, nos dê uma oportunidade digna de mostrar nosso potencial, não nos enfie em almoxarife ou call centers, mostre agora, que você tem um coração ovelha, dentro dessa imagem de tigre, em vez de ter vergonha de ter um deficiente em sua equipe de fronte, tenha orgulho, de ter dado a oportunidade, a uma pessoa, que eu tenho certeza, irá trabalhar melhor que uma pessoa sem deficiência.