Sociabilização

A palavra da psicologia moderna é “abstrair” ou seja, você tem que trabalhar, tem suas obrigações familiares, religiosas, mas, tem que ter um tempo pra si. Dançar, brincar, passear, conhecer novos lugares.

Tudo bem, agora, como fazer isso em uma cadeira de rodas? Se a família não te apóia, e a família é a base de tudo, se não tens amigos, não consegues sair de casa, porque a “rua” não é adaptada, então como abstrair?

Como ter uma vida normal e digna, vivendo em pleno stress de não ter apoio de ninguém, de nada, sem nem saber como tocar uma cadeira de rodas direito ou não ter força pra isso, porque em muitos casos a deficiência limita até os braços.

Imaginemos uma vida social, onde a pessoa tem um emprego, com ele pode comprar uma cadeira de rodas nova, e pros que precisam, uma a motor. Ter uma calçada na porta da sua casa, com total acesso e você poder transitar até o ponto de ônibus, onde o ponto e o ônibus são adaptados.

Ter um carro e poder estacionar em uma vaga, sem ter aquele esperto que diz: Só estou aqui por um minutinho. Ele não entende que nossa vaga é pintada de azul e sinalizada pra que ele não possa estacionar, porque nós precisamos dela, não porque é bonita, e sim porque temos limitações, que ele não tem.

Como ter uma vida social sem acesso? Como abstrair sem acesso? Como conseguir um emprego sem acesso?

As leis estão aí, as regras estão aí, só falta estar lá, o cumprimento delas e pessoas que respeitem a deficiência, já que são sadias.